Todos os palpites do mundo!

De todas as aventuras que surgem no momento em que nos tornamos mães, talvez um dos que exigem mais autocontrole - e diria até humildade - é um fenômeno acredito eu, MUNDIAL, chamado palpite. Reconhecido rapidamente pelas mamães de primeira viagem, pois normalmente são proferidos por uma vovó bem intencionada ou uma tia que nunca teve filhos, mas jura que colocar casca de banana sobre o umbigo cicatriza muito melhor.

Lidar com tudo isso nem sempre é fácil. Então, se o bebezinho começa a chorar inconsolavelmente, surge alguém dizendo que seu leite não é suficiente para ele ou que está “contaminado” com alguma coisa que você comeu e que com certeza está causando cólica no coitadinho.

Se estiver um calor danado e você deixa a criança bem à vontade, com uma roupinha leve e confortável, logo vem a advertência “olha, nos meus filhos eu nunca fiz isso, não importava como estivesse o clima eu sempre deixava agasalhado, porque os bebês sentem muito mais frio que nós, essa criança vai ficar doente assim” ... e por aí vai!

E você - no auge da inexperiência, sem saber se acredita no pediatra, que disse que não existe leite fraco e que bebês também sentem calor e por isso precisa de roupas leves sim ou se acata o puxão de orelha de alguém que já teve um, dois, dez filhos - fica completamente sem saber o que fazer.

Depois de 10 meses com meu filho, entendi que bebês têm cólicas, uns com mais intensidade outros com menos, mas têm. Mas, também aprendi que se você evitar alguns alimentos, ele vai sofrer menos e que é sempre bom ter uma roupinha mais quente na bolsa, porque o tempo pode mudar.

Levar tudo com bom humor também é uma chave para reduzir os atritos. É melhor dar boas risadas do que fechar a cara e ficar se achando a última das incompetentes.

Sabe o que é mais engraçado? Depois que tudo isso passa, é você mesma quem vai acabar pedindo para uma vovó de plantão ou uma tia experiente uma ajudazinha para ficar com seu pimpolho enquanto você e o maridão saem para namorar. E tenha certeza, isso vai ser tão inevitável quanto as cólicas.

Até a próxima!

Postado em 11/10/2007 às 14h19.


Oi pessoal!

Nossa, faz tempo que não escrevo....o Felipe já vai fazer 11 meses!!

Ele está um sapeca, engatinha, fica de pé e anda se agarrando nas coisas feito um sirizinho...é uma fase bem gostosa e agitada...

Mas cada fase do bebê tem algo especial....

O primeiro mês eu acho que é uma fase de adaptação (para a mamãe, o bebê e o papai, é claro!). No entanto, acredito que seja bem mais marcante para quem é marinheira de primeira viagem, assim como eu. E posso dizer com toda a segurança.....não é fácil pra ninguém, pode ter certeza! É tudo muito novo!! A mudança é muito grande...um misto de sentimentos bons e alguns não tão bons. A responsabilidade de ser MÃE! A insegurança, o medo de “não dar conta do recado”. É muuuita coisa, e ainda tem o maridão...coitado, que fica lá no rodapé da nossa listinha....Mas tuuudo, eu garanto, tudo mesmo volta ao normal, e aí você tira de letra! Eu acho que o importante é ter paciência, e nada como um dia após o outro para a poeira baixar e a via sacra das visitas acabar...me desculpe, mas eu tinha que tocar nesse assunto....O momento é de alegria, as pessoas que gostam da gente querem muito compartilhar essa “novidade”; mas vou ser bem sincera, é de lascar, sempre tem um ou outro sem “desconfiômetro” que resolve passar o dia na sua casa; vem para o almoço, fica para o lanche da tarde e já que ficou tanto tempo vai ficar para o jantar para fechar com chave de ouro....ninguém merece!!!

Depois que tudo vai “entrando nos eixos” a gente já está no finalzinho do primeiro mês, começo do segundo, e ganha um presentão do seu pequeno ou pequena, um belo sorrisão! Aí danou-se, aquele serzinho te fisga pra sempre, tudo é lindo...até aquele punzinho é engraçadinho!! Hahahaha....não sou doida não, é assim mesmo!

No terceiro, quarto mês ele já começa a interagir mais com quem está ao seu redor, de vez em quando solta uma gargalhada...já tenta firmar o pescocinho....Cada dia uma novidade, mão, pé na boca....emite sons...gritinhos....uma delícia!!

No quinto mês alguns pediatras já liberam suquinhos de algumas frutas, ou então as frutas raspadinhas...que farra, no geral eles adoram!

E assim os meses passam...já sentam, começam a engatinhar, bater palminha, dançar, dar piscadinha, abrir gaveta, fechar porta, tirar panelas do armário, mexer no lixo, lamber o chão, comer mosquito...ai nem me lembre disso....enfim, tantos momentos MARAVILHOSOS, que voam, e quando você se dá conta já estão ensaiando um MA...MÃ......MAMA...... e todo aquele medo, aquela insegurança parece que nunca aconteceu e que você é uma SUPER mãe!!!!

Carol

Postado em 20/09/2007 às 16h43.


Olá!

Meu nome é Adriana, tenho 35 anos e há um ano e quatro meses, mergulhei num furacão de sentimentos que nem o pobre do Freud conseguiria explicar.

Sou casada com o Jean há 4 anos e filhos NUNCA fizeram parte dos nossos planos. Sempre pensamos em viajar, estudar, trabalhar ... mas filhos? Imagina ... nesse mundo maluco em que vivemos, colocar mais um ser para passar por tudo que passamos? Jamais.

Como farmacêutica, sempre soube todos os métodos possíveis para evitar a concepção, e usei uma boa parte deles. Comecei com a pílula: não deu certo, inchei, minhas pernas viraram um mapa hidroviário com tantas varizes, detestei. Convenci minha ginecologista a colocar o DIU, excelente! Fiquei bem feliz, nada de sintomas, perfeição. Até que um belo dia numa consulta de rotina, ela (a gineco) resolveu fazer uma ecografia do útero e adivinhem? Lá estava, totalmente de malas prontas, resolvido a partir do seu “casulo” o meu DIUzinho querido. Saiu sozinho do lugar o bandido, ufa!! Não engravidei por pouco. Aí veio o adesivo, a pílula novamente, e por fim ... o preservativo. Maridão não gostou muito, mas o convenci que seria temporário até eu colocar o DIU novamente.

Só que num belo dia, num feriadão sem muita grana para viajar, a preguiça GRITOU mais alto e adivinhem? “ah ... hoje vai sem camisinha mesmo, imagina ... menstruei semana passada” e num tic tac do relógio fiz 150 contas matemáticas, e a camisinha ficou guardadinha. Rs rs rs

Muito bem, alguns dias se passaram e começaram as dores no estômago e nos seios. A segunda nem me incomodou, afinal já estava na hora de menstruar de novo e isso sempre acontecia. Mas que dor chata na boca do estômago. Outro feriado, entre um intervalo da Sessão da Tarde e outro, resolvi ir à farmácia, comprar um antiácido para ver se resolvia aquilo tudo. No balcão da farmácia, tive um “insight” de comprar o teste, aquele das faixinhas coloridas. De maneira totalmente cínica, cheguei em casa e mais que depressa fiz o xixizinho pedido em cima da ponta do negócio. Uma faixa ... duas faixas! Pânico geral. Corri e mostrei para o Jean que estava no final da Sessão da Tarde e deu tanta bola, quanto daria para quem conta o final de uma novela. “ Imagina amor, isso aí dá errado”. Não me conformei e à noite mais um teste, mais duas listras.

Liguei para a médica, pedi uma requisição do Beta e na hora do almoço fui ao laboratório. Tremia igual vara verde. O resultado sai quando moça? Posso tirar pela Internet? – não, a senhora vai ter que ir pessoalmente ao laboratório, mas sai hoje mesmo. Aquela dor no estômago, lembram? Continuava intensa, durante o dia todo. Lá pelas 8 horas da noite, chamei meu marido e fomos até o laboratório. Peguei o exame e não conseguia abrir ... tremia! Imagina, eu grávida? Impossível ....

Pois é ... o impossível está lá em casa com 7 meses e 23 dias. Chama-se Bernardo, é a coisa mais fofa que eu já vi nesse mundo e quando sorri pra mim todas as manhãs com aquela gengiva toda “banguela” , esqueço que o mundo anda tão ruim e saio para o trabalho com a esperança de que terei dias melhores! Muito melhores!

Adriana

Postado em 13/08/2007 às 15h21.


Valores de uma vida!

Quando nasce um filho, um misto de sentimentos contraditórios nos invadem: embevecimento, expectativa, medo, insegurança e outros que nem conseguimos identificar.

Neste momento não temos idéia da grande aventura e responsabilidade que é compartilhar o resto de nossas vidas com estas maravilhosas criaturas. Aventura, porque iremos viver com eles todos os momentos significativos de suas vidas. Responsabilidade, porque somos nós, os pais, que imprimiremos os valores e ensinamentos para o desenvolvimento de suas vidas, tal como se escreve algo em um livro com páginas em branco.

Hoje, com filhos de 36, 31 e 26 anos, e 2 netos de 2 anos, posso conferir o resultado disso, ou seja, os valores que incuti e os que foram negligenciados. Graças as Deus que os primeiros prevalecem.

Mas mesmo assim, fico a pensar como seria bom se eu pudesse começar tudo de novo, porém com a experiência que tenho hoje, com 61 anos de idade.

Joanita

Postado em 10/08/2007 às 16h04.


Olá meninas!

Bom, deixa eu me apresentar, meu nome é Caroline, tenho 29 anos e sou mãe de um pequerrucho chamado Felipe que tem 9 meses e 10 dias. Sou casada com o Juliano, meu namorido a 4 anos.

O Felipe nasceu no dia 26 de outubro de 2006, às 6:50. Jurava que ele seria um librianinho e nasceria até o dia 22 de outubro, no fim das contas ganhei um escorpiãozinho lindo...

Quando nós (eu e o namorido) resolvemos “engravidar” combinamos que seria quando Deus quisesse, sem “neuras ” certo? Errado, no começo até foi assim, fui ao meu ginecologista obstetra, fiz alguns exames e pronto, agora é só esperar....esperar, esperar, esperar....e nada!

“Ju, acho melhor verificar os dias certinhos da ovulação e caprichar nesse período...” O namorido adorou a idéia! No fim achei melhor fazer todo dia mesmo....coitado do Ju, trabalhou viu!!!! Falei novamente com meu médico.... “Caroline, é absolutamente normal, e pode demorar até 1 ano e meio, dois.... relaxa.” “Vixe, tudo isso?!” Vem mês, vai mês, ansiedade, TPM, menstruação....ansiedade, TPM, mens...ué?... “Que dor no bico do seio, ah, mas vai vir...que cólica.....mas que dor no seio....ué...nada ainda...será???

Exame de farmácia.... Levei para o trabalho, falei pras meninas que trabalham comigo e fui direto ao banheiro. Hummm, deixa eu ler essa bula.... “Como é que é mesmo? Fazer xixi em um recipiente? Hum...vou pegar um copo descartável....voltei, estava tão nervosa...tremia feito “vara verde”, e agora...olha de ponta cabeça, mira no copo...no cooopo, não na mão...ai, azar....depois lava...é meu mesmo....ninguém merece!! E agora? Põe a fitinha...hum o que tem que aparecer mesmo? Uma listrinha é o quê? E duas então????? Hummm...acho que tá aparecendo uma...(uma negativo, duas positivo). Pera, pera.....MAIS UMA LISTRINHA??? Meu coração foi lá na boca, voltou, que suadeira....saí ligeiro do banheiro...aí sim, lavei bemmmm a mão, cheguei para as meninas que trabalham comigo... “Vê, vê pra mim se eu tô ficando doida...” “Doida não amiga, GRÁVIDA!!!”

Carol

Postado em 08/08/2007 às 15h26.


 

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